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As bases da Medicina Preventiva: os caminhos equivocados

A verdade é que todo mundo está cansado de saber quais os caminhos a serem percorridos para se ter uma boa saúde. Nem falo de excelente. Boa já é suficiente, se levarmos em conta as legiões e legiões de seres humanos que “rastejam” pela crosta terrestre com um nível de saúde física, mental e emocional dramaticamente deteriorada.

Não importando a raça, gênero, nacionalidade, condição socioeconômica, nível de escolaridade, credo e faixa etária, o mundo está doente. Muito doente. E a medicina tradicional, ocidental, alopática, está perdida há décadas quando se refere à terapêutica doenças crônico-degenerativas não contagiosas. Nas doenças infecciosas também, quando essa mesma medicina cria superbactérias altamente resistentes aos tratamentos disponíveis.

A ignorância está na origem de quase todas as doenças

Não é meu objetivo aqui metralhar a medicina alopática, mas ela precisa e deve ser revista e redirecionada, pois não está dando certo. Um olhar não muito profundo já detecta isso. É bem verdade que em condições agudas, urgentes, nas quais o risco de morte está presente, é uma medicina que carrega um bom nível de eficiência. Isso também é verdade quando se trata de métodos diagnósticos, especialmente os de imagens. Contudo, basta surgir uma condição crônica (e, certamente, evitável), que a parte convencional e cartesiana da medicina se mostra frágil, ineficiente e iatrogênica. Transforma-se na medicina dos sintomas, quando deveria ser – na sua essência – uma prática preventiva no seu sentido mais profundo.

Prevenção requer conhecimento e informação. Requer educação, dedicação e compartilhamento. E é justamente aí “onde o bicho pega”. Somos mantidos na ignorância mais profunda sobre os temas que cercam nossa saúde global. Muitas vezes acho que isso é até proposital, em nome de questões mercadológicas ligadas à Indústria Farmacêutica. Esse setor coopta médicos desde sua formação universitária com a presença de representantes de laboratórios às portas das salas de aulas e dos ambulatórios de hospitais-escola. Ou bancando financeiramente a sobrevida financeira das faculdades e universidades, normalmente depauperadas. Eles não são bobos.

Mudando o foco: qualquer pessoa que aprenda que alimentar-se razoavelmente bem, praticar atividade física regular, hidratar-se adequadamente, suplementar carências nutricionais e hormonais, dormir bem e gerenciar o estresse inevitável, pode ter uma boa saúde a custo muito baixo. Isso funciona, sim! Mas, quem faz? Quem se dispõe a se reeducar e a eliminar maus hábitos de vida? Quem tem acesso a isso?

Nos próximos posts, falaremos sobre cada uma das partes que integra a Medicina Preventiva Funcional (MPF). Aguardem!

O início da virada: como vim parar na Medicina Preventiva?

Dr. Carlos Bayma

Concluí o curso de medicina pela Universidade Federal de Pernambuco em 1988, aos 24 anos. No ano seguinte, fui convocado para prestar serviço militar pelo Exército como oficial-médico. Fiquei lá por 12 meses e 1990 assumi meu posto de Médico-Residente concursado em Cirurgia Geral e Urologia no Hospital Getúlio Vargas, no Recife-PE.

Em 1993 concluí a Residência Médica e parti imediatamente para São Paulo, onde realizei pós-graduações em Uroneurologia, Urodinâmica Geral e Urodinâmica Pediátrica. Voltei para o Recife e iniciei minha carreira de Urologista, que durou até 2011.

Nessa época, insatisfeito com a medicina que praticava e com a rotina cruel da Urologia, comecei a pensar em duas possibilidades. Uma: largar a profissão e enveredar pela área empresarial. Outra: mudar de caminhos em Medicina. Optei pela segunda. Ainda bem!

Comecei a enveredar por uma trilha mais natural, holística, preventiva e amplamente conectada. Encontrei isso em um Curso Introdutório em Medicina da Longevidade Saudável, promovido por seu idealizador, o Dr. Ítalo Rachid (Grupo Longevidade Saudável). Foram 5 dias de puro encantamento. Recuperei o gosto pela prática médica e mergulhei profundamente na área, realizando cursos e pós-graduações e participando de todos os congressos de interesse. De um modo bem rápido e confiante, larguei Urologia e comecei a me aperfeiçoar, preparando-me disciplinadamente para esse novo desafio de carreira profissional e, porque não dizer, de vida.

Devido aos problemas relacionados à denominação de que área eu estava realizando, passei a chamá-la de Medicina Preventiva Funcional, pois, dentre os objetivos da prática, estavam prevenir e retardar doenças e condições limitantes e elevar a saúde a um nível de funcionamento normal do corpo, mente e emoções (ou algo mais próximo disso).

Medicina Preventiva

Entende-se por Medicina Preventiva Funcional a área dedicada a desvendar os riscos ocultos aos quais os pacientes estão submetidos, impedindo que condições ou enfermidades limitantes – e, até mesmo, fatais – venham a se manifestar. Prevenir é evitar que aconteça. Não é esperar que ocorra para, só então, tomar as providências. Nem também apenas tentar identificar enfermidades precocemente.

Prevenir verdadeira e eficazmente é mergulhar nos recônditos mais obscuros da saúde e da alma humanas, identificando e quantificando os riscos e, se possível, eliminando-os ou retardando seu surgimento. Ou talvez apenas minimizando-os, se não houver como evitá-los.

Além disso, é também manter e recuperar as funções inerentes ao bom funcionamento da complexa máquina humana, tanto em sentido específico (tecidos, órgãos e sistemas), quanto amplo (o ser humano integral).

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